Renan Santos

Brasil como uma das cinco maiores nações mundiais

Renan Santos é fundador do MBL e pré-candidato presidencial. Ele busca restaurar a ordem pública e elevar radicalmente a produtividade brasileira.

Renan Santos

Quem é Renan Santos?

Renan Santos, 42 anos, é empresário e um dos fundadores do Movimento Brasil Livre, tendo atuado na linha de frente do impeachment de 2016. Em 2025, fundou o Partido Missão após coordenar uma mobilização nacional de coleta de assinaturas entre o público jovem. Atualmente é pré-candidato à Presidência, focando em uma plataforma de reformas estruturais, combate ao crime e desenvolvimento tecnológico.

Propostas

Por que Renan Santos?

O Brasil tem urânio, as maiores reservas de terras raras do mundo, a maior biodiversidade do planeta e uma população jovem e empreendedora. O que falta não são recursos — é um projeto de Estado que os transforme em prosperidade real e soberania de verdade.

Renan Santos é o único pré-candidato com um planejamento estratégico de 30 anos: industrialização do Nordeste, domínio do ciclo nuclear, reserva em Bitcoin, retomada territorial contra o crime organizado e reformas que liberam a produtividade sem paternalismos. Não é promessa de campanha — é um programa com metas, prazos e responsabilidade.

Perguntas difíceis

Seu partido é minúsculo e você não tem base no Congresso. Como pretende aprovar reformas tão profundas sem se render ao "toma lá, dá cá" do Centrão?

Uma vitória eleitoral pauta o espírito do Congresso — parlamentares de outras legendas se elegem sob a mesma agenda temática e passam a ter interesse em entregar resultados. O governo seria de composição baseado no "lucro político" (dividir o mérito de entregas reais), não no "lucro financeiro" (cargos por favores). Além disso, a Lei de Responsabilidade Gerencial condicionaria o fundo partidário e as emendas ao desempenho dos prefeitos, retirando o poder absoluto dos deputados sobre esses recursos e tornando a fidelidade à agenda mais vantajosa que a fisiologia.

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Você nunca exerceu um mandato eletivo. Como quer convencer o eleitor de que tem preparo para gerir o país sem nunca ter sido nem prefeito?

Experiência administrativa não garante sucesso — Dilma Rousseff era gestora experiente e fracassou. Um presidente deve ser, antes de tudo, uma liderança firme que saiba se cercar de técnicos qualificados. Renan Santos fundou o maior movimento político do país (MBL) e um partido do zero, coordenando parlamentares influentes, o que exige exatamente o tipo de gestão de pessoas e agenda que uma presidência exige. O histórico de quem chegou ao poder pela via tradicional dos mandatos está diante de todos.

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O que você vai fazer quando o STF barrar suas propostas de segurança ou declarar que são inconstitucionais?

Decisões ilegais não se cumprem. Se o governo aprovar uma lei pelo Congresso e o STF a barrar de forma monocrática e ideológica, a política pública será mantida, forçando o tribunal ao desgaste político perante uma sociedade que clama por segurança. A analogia usada é a de Ayrton Senna: estar em uma posição onde o adversário precisa ou recuar ou colidir. Um STF que veta segurança pública aprovada democraticamente paga o preço político dessa decisão.

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A conta não fecha: como você promete um ajuste fiscal trilionário e, ao mesmo tempo, quer gastar bilhões em infraestrutura e urbanização de favelas?

A austeridade é o meio, não o fim. Ao cortar gastos de custeio — privilégios, previdência e renúncias fiscais ineficientes — abre-se espaço orçamentário para o investimento discricionário. Investimentos em infraestrutura (ferrovias, energia, saneamento) se pagam sozinhos através do aumento da produtividade e do PIB, gerando arrecadação futura sem aumentar impostos. O problema do Brasil não é gastar pouco, é gastar mal — trocar custeio por investimento é o ajuste estrutural.

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Acabar com as favelas em 10 anos soa impossível. Como remover milhares de pessoas sem causar trauma social e sem ter orçamento de China?

O plano não é de remoção em massa — é de urbanização. A remoção ocorreria apenas em áreas de encosta e risco iminente, transferindo famílias para prédios verticais no próprio local. O foco é abrir ruas, instalar infraestrutura, dar CEP e títulos de propriedade, transformando a favela em bairro. O custo estimado é de cerca de R$ 900 bilhões distribuídos em 10 anos — alto, mas uma decisão civilizacional. A alternativa é manter o território sob domínio de facções, o que também tem um custo, em vidas e em desenvolvimento perdido.

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Ao defender "prender ou matar", você não está incentivando a violência policial e abrindo margem para a morte de inocentes nas comunidades?

O lema aplica-se a criminosos que portam fuzis e não se entregam durante operações de retomada territorial — não a qualquer abordagem policial. O Estado não pode ter medo de exercer o monopólio da violência contra quem desafia a soberania nacional com armamento de guerra. Falhas operacionais existem em qualquer guerra, mas são preferíveis à "paz dos cemitérios" imposta pelas facções, que já matam muito mais do que qualquer operação policial. A permissividade atual tem seu próprio custo em inocentes.

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Sua proposta de condicionar a migração interna não é xenofóbica e inconstitucional por ferir o direito de ir e vir?

O objetivo não é xenofobia — é evitar a favelização e a queda da qualidade de vida nas cidades. Quem migra deve demonstrar capacidade de moradia e emprego, evitando que o fluxo desordenado gere novas favelas nas metrópoles. A Alemanha e a China são citados como referências de países que planejaram o crescimento urbano com critérios objetivos. O direito de ir e vir permanece; o que muda é a obrigação do Estado de entregar infraestrutura proporcional à chegada de novos moradores.

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Separar alunos típicos e atípicos (autistas) nas escolas não é uma medida discriminatória e contra a inclusão?

A "inclusão forçada" é apresentada como prejudicial a todos: ao aluno autista (pelo estresse sensorial de um ambiente inadequado), ao aluno típico (pela interrupção constante do ensino) e ao professor (pela sobrecarga técnica de atender necessidades pedagógicas opostas com uma só formação). Salas e escolas especiais garantem atendimento adequado a cada necessidade — o que é verdadeira inclusão. Incluir sem estrutura é excluir de outra forma.

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Você defende pesquisa para armamento nuclear. Isso não isolaria o Brasil internacionalmente e traria sanções econômicas?

Para sentar à mesa das grandes potências, o Brasil precisa dos mesmos instrumentos de poder que elas. Índia e China são nuclearmente armadas e estão no centro das decisões globais — o Brasil tem urânio e capacidade técnica, mas escolheu abrir mão desse poder. A pesquisa nuclear é também motor de alta tecnologia e soberania energética em um mundo que caminha para novos conflitos. Potências não isolam quem tem força geopolítica; isolam quem é fraco e dependente.

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Você admite o uso de cogumelos alucinógenos. Isso não retira sua autoridade moral para falar de combate ao tráfico?

Há diferença entre o uso terapêutico e de performance da psilocibina — que não tem qualquer ligação com o tráfico de facções — e o crime organizado que ocupa territórios com fuzis. A psilocibina é comparada a medicamentos como o Venvanse, já regulamentados para uso médico. A guerra é contra o narcotráfico violento e a ocupação territorial, não contra substâncias em si. Criminalizar o debate científico sobre usos medicinais não combate o tráfico — apenas encobre a discussão.

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Extinguir a Justiça do Trabalho não deixaria o trabalhador completamente vulnerável diante das empresas?

A Justiça do Trabalho custa R$ 24 bilhões por ano e afasta investimentos sem proteger efetivamente o trabalhador — a maioria dos processos envolve discussões que poderiam ser resolvidas por arbitragem ou negociação coletiva. O recurso poupado seria usado para desonerar a folha de pagamento, aumentando o salário líquido direto. As relações passariam a ser baseadas em flexibilidade contratual, com sindicatos em competição para oferecer as melhores condições — modelo de países desenvolvidos onde os salários reais são maiores, não menores.

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No seu plano de retomada territorial, você admitiu que inocentes podem morrer em confrontos. Como justifica esse "dano colateral" para uma mãe que perder um filho em uma operação autorizada pelo seu governo?

Renan afirma que "nada no mundo dos homens é perfeito" e que operações policiais podem gerar falhas, mas que a inação do Estado é moralmente pior — permite que dezenas morram diariamente nas mãos do crime organizado. Defende que é necessário correr o risco de uma guerra para libertar o território, trabalhando para minimizar vítimas, mas priorizando a eliminação dos faccionados que resistem à prisão.

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Você criticou a "indústria do não-trabalho", citando pessoas que buscam diagnósticos de autismo para obter o BPC. Isso não é uma agressão às famílias que lutam anos por um diagnóstico e pelo mínimo de suporte do Estado?

Renan diferencia o autista que realmente necessita de suporte de pessoas "completamente produtivas" que buscariam diagnósticos para obter atalhos — prioridade em filas, descontos ou o BPC. Defende filtro rígido na concessão de auxílios para evitar cultura de dependência, e sustenta que para quem é saudável a solução é a dignidade pelo trabalho, não o assistencialismo.

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Seu plano para terras raras envolve investimentos bilionários via BNDES. Como garantir que isso não se torne um novo "Petrolão", considerando que as empreiteiras com capacidade para essas obras são as mesmas envolvidas em escândalos passados?

Renan argumenta que o Brasil não pode paralisar o desenvolvimento estratégico por medo da corrupção, mas sim implementar leis de colarinho branco duras e marcos regulatórios que impeçam a subjetividade na escolha de parceiros. Afirma que o BNDES foi saneado e deve ser usado como indutor em áreas críticas, com punição severa e prisão imediata para qualquer agente público ou empresário que tente corromper o sistema.

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