Desenvolvimento sem tutela estrangeira
Expulsar ONGs internacionais que atuem contra o desenvolvimento nacional e defender a exploração soberana do petróleo da margem equatorial.
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O problema
Obras estratégicas de infraestrutura brasileira, como a Ferrogrão, são contestadas e paralisadas por ONGs financiadas por recursos estrangeiros. A proposta argumenta que parte desses impedimentos reflete interesses comerciais de países concorrentes — como a França — que disputam mercados nos quais o Brasil poderia competir. Na margem equatorial, o Brasil deixa de explorar reservas de petróleo por pressões ambientais que, segundo a proposta, têm motivação geopolítica e econômica, não apenas ecológica.
A proposta
A proposta prevê o banimento de ONGs internacionais que recebam recursos estrangeiros e atuem para paralisar obras de infraestrutura e projetos estratégicos, como a Ferrogrão e a exploração de petróleo na Margem Equatorial — na linha da regra que já proíbe partidos políticos de receber doações do exterior. A nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental será aplicada plenamente, reduzindo o poder discricionário sobre obras estratégicas. No eixo industrial, o governo condicionará a exploração de minerais estratégicos, como as terras raras, à transferência de tecnologia e ao processamento da cadeia no Brasil, com plano de investimento de R$ 20 bilhões em horizonte de 10 anos (metade via BNDES). O plano inclui ainda o fortalecimento das Forças Armadas, a retomada do programa de energia nuclear e o domínio completo do ciclo do combustível como ativo de dissuasão — negociado com os aliados ocidentais, em paridade com potências como França e Inglaterra.
O Greenpeace é uma entidade sabotadora do desenvolvimento brasileiro. [...] Essas ONGs têm que ir embora daqui, elas estão fazendo o brasileiro ficar pobre. [...] Isso para mim é sabotagem.
Eu avisei pros embaixadores: eu vou expulsar suas ONGs do Brasil. ONG gringa que financia supostas tribos indígenas contra a construção de uma ferrovia, eu vou botar ONG para fora.
Nós somos determinados pelos nossos biomas... Não defender o meio ambiente é suicídio cultural.
A primeira coisa, a gente tem que voltar com um programa de energia nuclear, a gente tem que voltar a fazer Angra... Tá com a energia nuclear funcionando, tá realinhado no negócio das terras raras, aí você volta pro jogo pra União Europeia, Estados Unidos: eu vou ter bomba atômica, eu preciso. A França tem, eu não tenho? A Inglaterra tem, eu não tenho?
Renan Santos explica
Por que funciona
Renan Santos se diz conservacionista — os biomas brasileiros devem ser protegidos com rigor —, mas distingue preservação de sabotagem: nações desenvolvidas utilizam a agenda ambiental e de direitos humanos, via financiamento de ONGs, para travar a competitividade da agricultura e da infraestrutura brasileiras em benefício de concorrentes europeus e americanos. O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras, mas é mantido em posição de subalternidade por não dominar o processamento tecnológico. O modelo de Estado indutor para indústrias de ponta inspira-se no sucesso da China, que verticalizou sua cadeia de minerais críticos em 30 anos, e na estratégia de Getúlio Vargas, que barganhou o peso estratégico do Brasil na Segunda Guerra Mundial para fundar a Companhia Siderúrgica Nacional.
O resultado
O país deixa de ser um "otário na pista" geopolítica para se tornar um player soberano capaz de influenciar decisões globais sobre tecnologia, energia e defesa. A implementação da cadeia completa de alta tecnologia gerará empregos de altíssima complexidade e salários elevados, fomentando uma nova classe média tecnológica. Para o cidadão, isso significa uma economia mais resiliente, menor dependência de importações críticas e a garantia de que os recursos naturais brasileiros financiarão o desenvolvimento interno — e não apenas o lucro de oligarquias e empresas estrangeiras.