Rio com autonomia de Hong Kong
Separar a cidade do Rio de Janeiro do estado, com autonomia de distrito e gestão do próprio orçamento, para torná-la polo global de turismo, tecnologia e entretenimento.
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O problema
O Rio de Janeiro tem potencial global como destino de turismo, tecnologia e entretenimento, mas a cidade perdeu autonomia e prioridade dentro do estado, e a insegurança deprime seu potencial — o metro quadrado carioca vale menos por causa da guerra entre facções. Sem gestão do próprio orçamento nem legislação adequada, decisões estratégicas de longo prazo não saem do papel.
A proposta
Separar a cidade do Rio de Janeiro do estado do Rio de Janeiro, devolvendo-lhe autonomia semelhante à do antigo estado da Guanabara: um status de distrito autônomo — nos moldes de Buenos Aires, Xangai, Pequim e Hong Kong — com gestão do próprio orçamento e legislação especial. Não se trata de separar o Rio do Brasil, e sim de reorganização administrativa para que a cidade volte a ser gerida à altura do seu peso. Sobre essa base, criar um ambiente tech-friendly e cripto-friendly, com tributação reduzida para atrair investidores e empresas de tecnologia, resolvendo em paralelo a segurança pública para que pessoas do mundo inteiro queiram se mudar para o Rio.
a ideia perfeita do Rio de Janeiro é que Rio de Janeiro tem que ser uma espécie de uma Dubai e ser uma Dubai é um lugar que resolve favela e tal e é um lugar que recebe por causa da exuberância
quando eu falo do Rio de Janeiro se tornar uma espécie de cidade-estado, ter um status autônomo, eu tô falando sobre um conceito que ele [o professor Ricardo Lewandowski] discutia nas aulas com a gente em 2003.
O Rio de Janeiro a gente tem que separar a cidade do Rio de Janeiro do estado do Rio de Janeiro eles têm que ter um um status de distrito de autonomia igual Buenos Aires tem na Argentina igual Shangai Pequim Hong Kong tem.
Eu não queria separar o Rio de Janeiro... daria uma autonomia igual tinha com o estado na Guanabara pro Rio de Janeiro. Ali você faz um espaço cryptofriendly para que pessoas — e aí resolvendo a questão de segurança, claro — se mudem pro Rio de Janeiro.
Renan Santos explica
Por que funciona
A proposta fundamenta-se no sucesso de modelos de distritos autônomos como Hong Kong, Xangai, Pequim e Buenos Aires, que possuem flexibilidade para gerir seus ativos e potenciais específicos de forma mais eficiente que governos centrais ou estaduais. Renan Santos argumenta que o Rio de Janeiro é um ativo estratégico e simbólico do Brasil para o mundo — "o Rio tem que ser a nossa Dubai" —, mas que seu valor é deprimido pela insegurança e pela perda de autonomia da cidade. Um ambiente seguro e amigável à tecnologia é apresentado como atalho para atrair os melhores cérebros do mundo, aproveitando o estilo de vida único do Rio.
O resultado
O Rio de Janeiro deixaria de ser uma cidade evitada pelo medo para se tornar um dos destinos mais seguros e vibrantes do planeta — uma espécie de Dubai brasileira, que recebe o mundo pela exuberância e pelo estilo de vida. O cidadão veria a eliminação das favelas — transformadas em bairros urbanizados — e a retomada do território pelo Estado, permitindo livre circulação. Economicamente, a cidade passaria a atrair empresas de tecnologia e estrangeiros qualificados que hoje podem trabalhar de qualquer lugar do mundo, gerando empregos de complexidade superior e melhores salários.