Escola com autoridade, método e resultado
Retorno ao método fônico, fim da progressão continuada, premiação por desempenho e ensino técnico profissionalizante para garantir que todo aluno saia da escola alfabetizado e empregável.
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O problema
Cerca de 73% dos estudantes brasileiros não atingem o nível básico em matemática e metade não consegue ler textos de dificuldade média. Crianças chegam ao ensino fundamental sem dominar a leitura, comprometendo toda a trajetória escolar. Ao mesmo tempo, a perda de autoridade dos professores e a desordem em sala de aula dificultam o ensino e desmotivam profissionais.
A proposta
A proposta fundamenta-se no tripé autoridade, método e recompensa. As ações incluem o retorno obrigatório ao método fônico de alfabetização — com a meta de nenhum aluno chegar aos 12 anos sem estar alfabetizado —, o fim da progressão continuada com reintrodução da reprovação por desempenho, e o restabelecimento da autoridade do professor, que terá o direito de retirar da sala alunos que impedem a aula e de proibir celulares. Na gestão, será implementado sistema de premiação em dinheiro para diretores, professores e escolas que atingirem metas em provões nacionais objetivos — e troca da direção de escolas com desempenho persistentemente ruim. Propõe-se atender alunos atípicos (autistas de nível 2 e 3) em salas ou escolas específicas, para otimizar o aprendizado de todos. No ensino médio, o foco será o ensino técnico profissionalizante para garantir empregabilidade imediata. A "cota na base" permitirá que o Estado compre vagas em escolas privadas de elite para os alunos de melhor desempenho da rede pública — bolsas por mérito no lugar de cotas.
nós temos que adotar de maneira obrigatória o método fônico no ensino fundamental. É um absurdo a gente não adotar uma política pública baseada em evidência para a alfabetização.
acabar com o programa Pé de Meia e transformar o Pé de Meia numa política de incentivo aos bons estudantes, baseado em mérito.
Eu quero que o professor que está indo bem tire muita grana, tire dinheiro bom... não adianta eu aumentar o salário e não melhorar a gestão.
A gente vai fazer a tal da política de cotas lá na base... vamos botar ele na escola... no colégio Bandeirantes, compra uma vaga... para aquele menino poder concorrer em igualdade de condições.
Renan Santos explica
Por que funciona
A proposta aplica sistemas de incentivos e recompensas típicos do setor privado na gestão pública, premiando eficiência e punindo descumprimento de metas. Como evidência de sucesso do método fônico, Renan Santos cita o Mississippi (EUA), que saiu dos piores índices educacionais americanos para a lista dos melhores após adotar essa prática — e o Ceará, melhor exemplo brasileiro de elevação da educação básica, é a referência nacional a ser expandida. Modelos asiáticos e europeus são referenciados pelo uso da valorização financeira do bom desempenho para elevar o nível educacional. O atendimento específico a alunos atípicos é justificado pela impossibilidade técnica de um professor atender necessidades pedagógicas drasticamente diferentes sem prejudicar todo o grupo. O foco no ensino técnico espelha-se no modelo alemão, que forma mão de obra de alta produtividade sem o culto ao diploma acadêmico generalista.
O resultado
O aluno da rede pública chegará ao fim da infância plenamente alfabetizado e ao fim da juventude apto para o mercado de trabalho com uma profissão técnica, aumentando produtividade e renda. O professor terá ambiente mais controlado e será valorizado financeiramente de acordo com sua entrega. As famílias passarão a ver a escola como via real de ascensão social, sendo premiadas pelo sucesso acadêmico dos filhos. Estudantes talentosos de baixa renda terão acesso às melhores instituições privadas do país custeadas pelo governo.