Identidade nacional como poder de influência
Financiar filmes, séries e games baseados na história do Brasil, sanear as leis de incentivo com critérios objetivos e projetar o país como potência cultural no exterior.
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O problema
O Brasil carece de uma política de soft power estruturada. Países como os EUA e a Coreia do Sul usam cultura — filmes, séries, games — como instrumento de influência e projeção econômica. Aqui, o fomento cultural é capturado por grupos de pressão e distribuído sem critérios objetivos, e a produção resultante reforça uma autoimagem diminuída do país em vez de projetar sua história e seu estilo de vida.
A proposta
A proposta usa as leis de incentivo cultural (como a Lei Rouanet e equivalentes estaduais) — reformadas com critérios objetivos e públicos de avaliação, teto de captação para artistas de alto faturamento e reserva obrigatória para novos talentos — para financiar filmes, séries e games baseados em episódios épicos da história brasileira, como a Batalha dos Guararapes, substituindo a narrativa de autoflagelação por uma que exalte a formação da civilização brasileira. No âmbito externo, visa projetar o "Brazilian Lifestyle" como ferramenta de soft power, posicionando o Brasil como mediador cultural e político entre o Ocidente e o Sul Global. Na linha da legislação dinamarquesa contra propaganda de gangues, a apologia a facções criminosas em músicas e shows passa a ser tratada como propaganda do inimigo. O plano prevê ainda a reunificação do Ministério da Cultura com o Ministério da Educação.
pare de xingar teu bisavô, não desonre. Ele foi uma pessoa que cruzou o oceano, assim como não desonre teu bisavô africano, teu bisavô indígena. Nós somos isso. E aceite que isso construiu uma das maiores nações do mundo. Vamos parar de ter vergonha da nossa história.
que tal a gente produzir um filme que não precisa ter favela que tal a nossa imaginação não ficar presa na favela que tal todas as vezes que a gente quer mostrar nossa cultura pro mundo não tem que ser uma bunda numa favela
Nós temos que reconstruir nossa história. Nós temos que ter filmes, séries, games... a Batalha dos Guararapes lá em Pernambuco, por que que não tem um game sobre a Batalha dos Guararapes? Temos que reconstruir o nosso passado.
nós seremos um adulto na sala e não uma eterna criança brincalhona ou bêbado do Zé Carioca que a propaganda mundial acha que nós temos que ser Pense grande seja humilde para entender o tamanho do problema mas pense grande com muita ambição
Renan Santos explica
Por que funciona
O poder de uma nação moderna não é apenas econômico ou militar, mas também cultural. Renan Santos cita a Coreia do Sul como evidência de sucesso na conquista de respeito e influência global por meio do entretenimento. Ele argumenta que o brasileiro se vê hoje como um "cachorro caramelo" — alguém perdido no mundo, que não sabe o que é — porque a produção cultural foca apenas em mazelas ou na apologia ao crime, o que desestimula a união nacional e a retenção de talentos. A proposta sustenta que, ao unificar o país sob uma matriz que funde o Ocidente com a diversidade tropical — "um Ocidente com tempero" —, o Brasil se torna o "Sul Global possível", atraindo capital humano qualificado e investimentos que buscam um ambiente civilizado para viver e empreender.
O resultado
O cidadão brasileiro passará a ter uma autoestima renovada e uma compreensão clara de seu papel histórico, reduzindo divisões regionais e étnicas. A projeção do estilo de vida brasileiro facilitará a entrada de marcas e produtos nacionais no mercado global, gerando divisas. Para as famílias, a implementação de uma cultura de ordem e beleza nas cidades resultará em um ambiente social menos violento e mais produtivo, onde a criança deixa de ser aliciada pela estética do crime para ser estimulada pela excelência e pela arte. Geopoliticamente, o Brasil deixará de ser uma "eterna criança" no cenário mundial para se tornar o "adulto na sala", capaz de mediar grandes decisões globais ao lado de Índia, Rússia, Estados Unidos e China.