Renan Santos
  • Saúde
  • Tecnologia

Saúde pública na era da inteligência artificial

Prontuário único nacional com inteligência artificial para prever doenças, modelo Hub and Spoke para hospitais e telemedicina para reduzir filas no SUS.

Sala de espera lotada de posto de saúde com fichas de papel empilhadas

O problema

O SUS enfrenta gargalos logísticos severos: filas para consultas e cirurgias, estoques de medicamentos mal dimensionados e ausência de dados integrados entre municípios e estados. A fragmentação das informações de saúde impede diagnósticos precoces e o planejamento eficiente de recursos públicos.

A proposta

O SUS Digital e Preditivo fundamenta-se na implementação de um prontuário único nacional. O mecanismo central é o uso de inteligência artificial e machine learning para integrar e analisar todo o histórico do paciente — consultas em UBS, exames e internações — prevendo a evolução de doenças crônicas como diabetes, câncer de mama e problemas cardíacos. Na gestão logística, será adotado o modelo Hub and Spoke, com hospitais centrais e policlínicas posicionados por critérios técnicos e geográficos, eliminando emendas parlamentares para construção de hospitais em locais ineficientes. O plano prevê ainda teleatendimento via aplicativo para que médicos de regiões com baixa demanda atendam pacientes em locais com filas extensas, tótens com QR Code para retirada imediata de medicamentos em estoque, e critérios nacionais objetivos para a fila do SUS baseados exclusivamente em urgência médica.

Com o uso intensivo de tecnologia machine learning com prontuário único você vai conseguir parametrizar os dados... a inteligência artificial vai poder falar: "Pô você de acordo com todo esse histórico... você vai desenvolver diabetes."

O prontuário único... tenha todas as suas passagens todas as suas ocorrências hospitalares exames... porque com base nisso você vai conseguir aplicar finalmente o uso da inteligência artificial machine learning.

A gente vai poder fazer uma revolução na área da saúde como os Estados Unidos hoje não podem fazer como a Inglaterra tá pensando em fazer... o modelo deles [El Salvador] é sensacional.

Por que funciona

Sistemas de saúde centralizados como o SUS levam vantagem na era da tecnologia por possuírem bases de dados massivas que permitem o treinamento eficaz de algoritmos de aprendizado de máquina. A medicina preventiva impulsionada por dados é drasticamente mais barata e eficiente do que o tratamento de doenças em estágio avançado. Como evidência, Renan Santos cita El Salvador, que sob Bukele desenvolveu sistema integrado com o Google para gerir consultas e medicamentos via celular com altos índices de aprovação. A modernização dos sistemas de saúde da China e da Inglaterra (NHS) são referenciadas como prova de que a centralização inteligente de dados é o caminho para a eficiência em nações com grande população.

O resultado

O cidadão terá seu histórico médico acessível em qualquer unidade de saúde do território nacional, eliminando a perda de exames e a repetição desnecessária de procedimentos. A saúde deixará de ser reativa para ser proativa: o sistema detectará riscos precoces e acionará agentes de saúde para intervenções domiciliares antes que uma crise ocorra. As filas para especialistas e cirurgias tenderão a diminuir pela triagem digital objetiva e pelo uso da telemedicina. Planos de carreira estruturados para médicos em polos regionais visam reduzir a falta de profissionais nos municípios mais distantes.

Renan Santos explica

  • Assistir: ND Mais

    ND Mais

  • Assistir: Brado

    Brado

  • Assistir: Canal Livre da Band

    Canal Livre da Band

Ver todas as entrevistas →

← Ver todas as propostas