Renan Santos
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  • Soberania

Das terras raras à indústria de ponta

Transformar o Brasil de exportador de minério bruto em fabricante de superímãs, semicondutores e baterias, aproveitando as segundas maiores reservas mundiais de terras raras.

Rua pobre diante de porto industrial carregando minério bruto

O problema

O Brasil possui cerca de 20% das reservas mundiais de terras raras, mas exporta o minério bruto sem qualquer processamento, transferindo todo o valor agregado ao exterior. O processamento global é quase inteiramente monopolizado pela China, tornando potências ocidentais — inclusive os Estados Unidos — criticamente dependentes desses minerais para sua indústria de defesa e tecnologia.

A proposta

A proposta consiste na verticalização da cadeia produtiva de terras raras, superando o modelo de mera extração. O plano prevê um marco regulatório que condicione a exploração mineral à transferência de tecnologia e ao processamento local para fabricação de componentes de alta tecnologia como superímãs, semicondutores e baterias de longa duração. O projeto inclui investimento estimado em R$ 20 bilhões — R$ 10 bilhões via BNDES — com meta de estabelecer a cadeia completa da mineração ao produto final em 10 anos. O governo atuaria como indutor, buscando parcerias com o setor privado e universidades, citando a iniciativa MAGBRAS como referência de pesquisa nacional.

Brasil tem 20% de reservas mundiais de terras raras, a nova economia desse século vai depender disso

a boa parte da base de infraestrutura que você precisa para data center e para processamento de terras raras a gente consegue fazer isso aqui isso nos dá uma posição geopolítica poderosíssima de ser uma base de infraestrutura

Não existe Estados Unidos poderoso sem a terra rara que tem no Brasil... Eu não vou fazer igual os demais estão: "dá tudo lá pro americano". Vamos produzir a turbina do avião deles aqui.

as terras raras se você trabalhar bem geopoliticamente a gente pode escalar uns dois três degraus em termos tecnológicos entrar em certas cadeias por exemplo cadeia de drone cadeia de motor elétrico feito com bateria tem disprosio para caramba em Goiás

Por que funciona

O Brasil tem a segunda maior reserva mundial de terras raras (cerca de 20% do total global), mas não controla o processamento — monopólio da China. As potências ocidentais, especialmente os EUA, têm dependência crítica desses minerais para a indústria de defesa: o caça F-35 consome meia tonelada de terras raras por unidade, o que coloca o Brasil em posição de barganha geopolítica. O modelo inspira-se na estratégia de desenvolvimento da China e de Singapura, além da política soberanista de Getúlio Vargas, que usou recursos estratégicos para fundar a base industrial brasileira. Grupos de pesquisa nacionais já processam minerais como disprósio e neodímio em escala laboratorial, demonstrando viabilidade técnica.

O resultado

O cidadão brasileiro veria a criação de empregos de alta complexidade e melhores salários, impulsionando o surgimento de uma nova classe média tecnológica especialmente em regiões do Norte e Nordeste. A implementação da cadeia completa deve gerar aumento significativo na arrecadação tributária e no PIB, abrindo espaço para investimentos em infraestrutura e redução gradual de impostos sobre o trabalho. O país deixaria de ser espectador para se tornar um player soberano na indústria bélica e de semicondutores, garantindo autonomia tecnológica em um cenário global de disputa por recursos estratégicos.

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