Desenvolvimento sem tutela estrangeira
Expulsar ONGs internacionais que atuem contra o desenvolvimento nacional e defender a exploração soberana do petróleo da margem equatorial.
O problema
Obras estratégicas de infraestrutura brasileira, como a Ferrogrão, são contestadas e paralisadas por ONGs financiadas por recursos estrangeiros. A proposta argumenta que parte desses impedimentos reflete interesses comerciais de países concorrentes — como a França — que disputam mercados nos quais o Brasil poderia competir. Na margem equatorial, o Brasil deixa de explorar reservas de petróleo por pressões ambientais que, segundo a proposta, têm motivação geopolítica e econômica, não apenas ecológica.
A proposta
A proposta prevê o banimento de ONGs internacionais que recebam recursos estrangeiros e atuem para paralisar obras de infraestrutura e projetos estratégicos, como a Ferrogrão e a exploração de petróleo na Margem Equatorial. No eixo industrial, o governo condicionará a exploração de minerais estratégicos, como as terras raras, à transferência de tecnologia e ao processamento completo da cadeia no Brasil — visando a fabricação nacional de componentes de alta tecnologia (ímãs, baterias e semicondutores) em vez da mera exportação de minério bruto. Para viabilizar essa verticalização, propõe-se um plano de investimento de R$ 20 bilhões (com R$ 10 bilhões via BNDES) em horizonte de 10 anos. O plano inclui ainda fortalecimento das forças armadas e pesquisa para armamento nuclear, visando paridade geopolítica com potências como Índia e China.
O Green Peace é uma entidade sabotadora do desenvolvimento brasileiro. Essas ONGs têm que ir embora daqui, elas estão fazendo o brasileiro ficar pobre. Isso para mim é sabotagem.
Primeira coisa: toda ONG Internacional, especialmente as internacionais que trabalharam com sabotagem em território nacional, elas vão ser banidas. Recebeu o dinheiro de fora e tá interferindo na política interna, é expulsa.
Não existe Estados Unidos poderoso sem a terra rara que tem no Brasil... Eu não vou fazer igual os demais estão: "ah, dá tudo lá pro americano". Vamos produzir a turbina do avião deles aqui.
Eu vou precisar ter uma arma nuclear, eu preciso ter uma arma nuclear, vou fazer uma nuclear e começar a pesquisar arma nuclear, até porque nós temos urânio e nós não temos que ter vergonha de falar isso.
Por que funciona
O Brasil possui a segunda maior reserva mundial de terras raras, mas é mantido em posição de subalternidade por não dominar o processamento tecnológico. Renan Santos argumenta que nações desenvolvidas utilizam a agenda ambiental e de direitos humanos, via financiamento de ONGs, como barreiras não tarifárias para sabotar a competitividade da agricultura e da infraestrutura brasileiras em benefício de concorrentes europeus e americanos. O modelo de Estado Indutor para indústrias de ponta inspira-se no sucesso da China, que verticalizou sua cadeia de minerais críticos em 30 anos, e na estratégia de Getúlio Vargas, que barganlou o peso estratégico do Brasil na Segunda Guerra Mundial para fundar a Companhia Siderúrgica Nacional.
O resultado
O país deixa de ser um "otário na pista" geopolítica para se tornar um player soberano capaz de influenciar decisões globais sobre tecnologia, energia e defesa. A implementação da cadeia completa de alta tecnologia gerará empregos de altíssima complexidade e salários elevados, fomentando uma nova classe média tecnológica, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Para o cidadão, isso significa uma economia mais resiliente, menor dependência de importações críticas e a garantia de que os recursos naturais brasileiros financiarão o desenvolvimento interno — e não apenas o lucro de oligarquias e empresas estrangeiras.
Renan Santos explica
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RedCast
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