Renan Santos
  • Educação

Escola com autoridade, método e resultado

Retorno ao método fônico, fim da progressão continuada, premiação por desempenho e ensino técnico profissionalizante para garantir que todo aluno saia da escola alfabetizado e empregável.

Estudante de uniforme na saída da escola com trabalhadores informais ao fundo

O problema

O método global de alfabetização, dominante nas escolas brasileiras, está associado a altas taxas de analfabetismo funcional. Crianças chegam ao ensino fundamental sem dominar a leitura, comprometendo toda a trajetória escolar. Ao mesmo tempo, a perda de autoridade dos professores em sala de aula dificulta o ensino e desmotiva profissionais.

A proposta

A proposta fundamenta-se no tripé autoridade, método e mérito. As ações incluem o retorno obrigatório ao método fônico de alfabetização até os 12 anos, o fim da progressão continuada com reintrodução da reprovação por desempenho, e o restabelecimento da autoridade do professor — que terá o direito de expulsar alunos indisciplinados e proibir celulares em sala. Na gestão, será implementado sistema de premiação em dinheiro para diretores, professores e escolas que atingirem metas em rankings nacionais. Propõe-se a separação de alunos típicos e atípicos (autistas de nível 2 e 3) em salas específicas para otimizar o aprendizado de ambos. No ensino médio, o foco será o ensino técnico profissionalizante para garantir empregabilidade imediata. A "cota na base" permitirá que o Estado compre vagas em escolas privadas de elite para os alunos de melhor desempenho da rede pública.

Eu quero que o professor que está indo bem tire muita grana, tire dinheiro bom. Mas não adianta eu aumentar o salário e não melhorar a gestão.

A gente vai fazer a tal da política de cotas lá na base... vamos botar ele na escola... no colégio Bandeirantes, compra uma vaga... para aquele menino poder concorrer em igualdade de condições.

A gente vai fazer a tal da política de cotas lá na base... vamos botar ele na escola... no colégio Bandeirantes, compra uma vaga... para aquele menino poder concorrer em igualdade de condições.

Por que funciona

A proposta aplica sistemas de incentivos e recompensas típicos do setor privado na gestão pública, premiando eficiência e punindo descumprimento de metas. Como evidência de sucesso do método fônico, Renan Santos cita o Mississippi (EUA), que saltou nos rankings educacionais após adotar essa prática. Modelos asiáticos e europeus são referenciados pelo uso da valorização financeira do bom desempenho para elevar o nível educacional. A separação de alunos atípicos é justificada pela impossibilidade técnica de um professor atender necessidades pedagógicas drasticamente diferentes sem prejudicar todo o grupo. O foco no ensino técnico espelha-se no modelo alemão, que forma mão de obra de alta produtividade sem a obrigatoriedade de diplomas acadêmicos generalistas.

O resultado

O aluno da rede pública chegará ao fim da infância plenamente alfabetizado e ao fim da juventude apto para o mercado de trabalho com uma profissão técnica, aumentando produtividade e renda. O professor terá ambiente mais controlado e será valorizado financeiramente de acordo com sua entrega. As famílias passarão a ver a escola como via real de ascensão social, sendo premiadas pelo sucesso acadêmico dos filhos. Estudantes talentosos de baixa renda terão acesso às melhores instituições privadas do país custeadas pelo governo.

Renan Santos explica

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