Renan Santos
  • Cultura

Identidade nacional como poder de influência

Financiar filmes, séries e games baseados na história do Brasil para reconstruir a identidade nacional e projetar o país como potência cultural no exterior.

Família assistindo TV com catálogo dominado por produções estrangeiras

O problema

O Brasil carece de uma política de soft power estruturada. Países como EUA, Coreia do Sul e China usam cultura — filmes, séries, games — como instrumento de influência geopolítica e econômica. O Brasil não aproveitou esse potencial, e parte do entretenimento financiado com dinheiro público promove valores associados a facções criminosas, contradizendo o interesse público.

A proposta

A proposta utiliza as leis de incentivo cultural (como a Lei Rouanet e equivalentes estaduais) para financiar filmes, séries e games baseados em episódios épicos da história brasileira — como a Batalha dos Guarapes — substituindo a narrativa de autoflagelação por uma que exalte a formação da civilização brasileira. No âmbito externo, visa projetar o "Brazilian Lifestyle" como ferramenta de soft power para posicionar o Brasil como mediador entre o Ocidente e o Sul Global. A Lei "Anti-Oruam" vedará o uso de verbas públicas em shows de artistas que façam apologia a facções criminosas. A reestruturação da educação básica incluirá ensino de música e alfabetização clássica, focando na elevação da sensibilidade estética e no combate à "animalização" cultural.

O Brasil tem que exportar o estilo brasileiro de ser, o Brazilian Lifestyle, que coloque o Brasil como mediador cultural e político entre o primeiro mundo dito Ocidente e o sul global.

que tal a gente produzir um filme que não precisa ter favela que tal a nossa imaginação não ficar presa na favela que tal todas as vezes que a gente quer mostrar nossa cultura pro mundo não tem que ser uma bunda numa favela

Nós temos que reconstruir nossa história. Nós temos que ter filmes, séries, games... a Batalha dos Guarapes lá em Pernambuco, por que que não tem um game sobre a Batalha dos Guarapes? Temos que reconstruir o nosso passado.

nós seremos um adulto na sala e não uma eterna criança brincalhona ou bêbado do Zé Carioca que a propaganda mundial acha que nós temos que ser Pense grande seja humilde para entender o tamanho do problema mas pense grande com muita ambição

Por que funciona

O poder de uma nação moderna não é apenas econômico ou militar, mas também cultural. Renan Santos cita a Coreia do Sul como evidência de sucesso na conquista de respeito e influência global por meio do entretenimento. Renan Santos argumenta que o Brasil sofre de um "complexo de vira-lata" alimentado por uma produção cultural que foca apenas em mazelas ou na apologia ao crime, o que desestimula a união nacional e a retenção de talentos. A proposta sustenta que, ao unificar o país sob uma matriz que funde o Ocidente com a diversidade tropical, o Brasil se torna o "Sul Global possível" — atraindo capital humano qualificado e investimentos estrangeiros que buscam um ambiente civilizado para viver e empreender.

O resultado

O cidadão brasileiro passará a ter uma autoestima renovada e uma compreensão clara de seu papel histórico, reduzindo divisões regionais e étnicas. A projeção do estilo de vida brasileiro facilitará a entrada de marcas e produtos nacionais no mercado global, gerando divisas. Para as famílias, a implementação de uma cultura de ordem e beleza nas cidades e escolas resultará em um ambiente social menos violento e mais produtivo, onde a criança deixa de ser aliciada pela estética do crime para ser estimulada pela excelência e pela arte. Geopoliticamente, o Brasil deixará de ser uma "eterna criança" no cenário mundial para se tornar o "adulto na sala", capaz de mediar grandes decisões globais ao lado de potências como EUA, China e Índia.

Renan Santos explica

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